quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Composição para flauta e piano dedicada a João Eduardo BC

José Maria del Carmen Ribas

Obrigado ao nosso primo Fernando BC Figueirinhas por me chamar a atenção para a seguinte conversa, que pode ser lida no fórum do geneall.net (tópico "Família O'Neill"), e que de seguida passo a transcrever:

António Ribas, um parente do compositor, pergunta:

"Tem conhecimento de uma composição, para Flauta e Piano, de José Maria Ribas, editada em Londres cerca de 1835, e dedicada a João Eduardo de Brito e Cunha?
“8th Fantasia for the Flute with Accompaniment of Piano Forte. Composed and dedicated to J E de Brito e Cunha Esq. by J M Ribas. This Fantasia has been performed by the author at his Public Concerts in Lisbon & London. London. J Alfred Novello.”
Irá ser executada, entre outras, num ciclo de conferencias musicais intitulado "Do Romantismo Portuense", na Faculdade de Direito da Universidade do Porto, no dia 16 de Janeiro às 21h30, no auditório, conferencia esta dedicada á família Ribas."

Ao que o Fernando responde:

Agradeço muito a sua mensagem, que, para mim, é absoluta novidade e tem o maior interesse.
João Eduardo de Brito e Cunha é meu 4º avô e consta aqui na base de dados.
Depois do enforcamento bárbaro de seu Pai, António Bernardo (meu 5º avô), por ter participado na malograda revolta do Porto de 1828, João Eduardo emigrou em 1829 com o seu irmão para Inglaterra e França.
Na Embaixada de Portugal em Londres, perante o Ministro do Brasil, João Eduardo e seu irmão fizeram o solene juramento de fidelidade à Junta do Porto, juntamente com os Marqueses de Palmela e Valença e ao Condes de Saldanha, Ficalho, Vila Real, Alva, Linhares e Almeida Garrett, entre outros.
Os irmão só voltaram a Portugal com o exército libertador de D. Pedro, tendo João Eduardo sido um dos Bravos do Mindelo, havendo quem defenda que foi ele que propôs o local do desembarque das tropas liberais ("História do Porto" de Luis de Oliveira Ramos).
Mais uma vez, muito obrigado pela informação."

O António ainda acrescenta o seguinte:

"J M Ribas era irmão do meu 4º avô, João António Ribas, e apesar de ambos espanhóis, vieram para o Porto em 1808/9, envolveram-se politicamente na década de 20, tendo que emigrar em 26 o JM para Londres, e em 28 o JA para Espanha após a Belfastada.
Esta composição, a Oitava Fantasia, é uma das mais conhecidas de JM Ribas, da qual possuo uma gravação editada em Cd em Espanha."


Para quem estiver interessado em assistir no dia 16 de Janeiro 2009 às 21h30, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto, pode encontrar mais informação através do seguinte atalho: http://ribas.musicos.googlepages.com/home

1 comentário:

Anónimo disse...

Lá fui ao concerto em questão e foi muito interessante. Houve uma pequena palestra de enquadramento histórico e musical e onde fiquei a saber que o Porto dessa época (1820 1860) tinha uma vida musical bastante intensa e fiquei a conhecer compositores que não conhecia, todos residentes, à época, no Porto mas oriundos de Espanha e Itália (Ribas, e nos próximos concertos Ciríaco Cardoso, Carlos Dubini e Arroyo).

Neste caso os compositores da familia Ribas (de quem conheço alguns descendentes e de que não fazia idéia que tinham antepassados músicos) e as suas composições. Especialmente uma série de estudos para violino de um dos compositores da Família Ribas - eram três - maravilhosamente interpretados por um jovem violinista do Porto, aluno de 20 que frequenta a ESMAE (Escola Superior de Musica e Artes do Especáculo do Porto), que curiosamente é primo direito da Rosário Macedo Sampaio que é casada com o meu primo direito Luis Migel BC Álvares Ribeiro.

Foi portanto um concerto com Música de Compositores do Porto, com intérpretes do Porto e realizado . . . no Porto, e com vinho do Porto no intervalo !!

A sala estava composta e, como disse, o concerto / palestra foi muito interessante. Lá ouvi a peça musical dedicada ao nosso antepassado, o que foi referido na sua apresentação, bem interpretada por um flautista, jorge Salgado que eu também conhecia, mas já não via há muito tempo, pois era meu colega no conservatório quando eu também aprendia flauta transversal.

Estavam na assistencia descendentes da família Ribas, e também alunos e profs do Conservatório bem como público em geral.

Abraços do Porto

Rui BC Leite de Castro